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Governo de SP inicia ação emergencial para conter o avanço do mar em Barra do Una – Notícias de Batatais

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Governo de SP inicia ação emergencial para conter o avanço do mar em Barra do Una

O Governo de São Paulo iniciou uma ação emergencial em Barra do Una, na região de Peruíbe, no litoral sul do estado, com o objetivo de conter o avanço do mar e mitigar os efeitos da erosão costeira. A mobilização conta com a participação da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), Fundação Florestal, Instituto de Pesquisas Ambientais, SP Águas, além da Defesa Civil, prefeitura de Barra do Una e comunidade tradicional.

As medidas, iniciadas nesta quinta-feira (27), fazem parte do Plano de Adaptação e Resiliência Climática da Semil, que conta com um eixo específico sobre a preservação de zonas costeiras. Entre as ações já adotadas, destaca-se a estruturação de uma barreira com a utilização de rochas, com a finalidade de frear o avanço da água e a degradação do solo. Técnicos da SP Águas estiveram no local avaliando a aplicação de técnicas de enroncamento para estabilizar áreas críticas, que consiste na construção de estruturas de proteção utilizando pedras ou blocos de rocha.

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A secretária da Semil, Natália Resende, realizará uma visita técnica à região na próxima semana, reforçando o compromisso do Governo de São Paulo com a proteção das famílias e a preservação dos ecossistemas costeiros. A ação emergencial evidencia o esforço integrado dos órgãos estaduais e municipais para enfrentar os desafios impostos pelo avanço do mar, assegurando a segurança da comunidade e a continuidade das atividades sustentáveis na região.

A erosão costeira é um fenômeno natural que ocorre nas áreas costeiro marinhas, também afetando o litoral sul do estado de São Paulo. O avanço do mar provoca a perda de áreas de praia, impacta a vegetação de restinga e ameaça casas e edificações próximas. Segundo pesquisadores, as causas da erosão costeira em Barra do Una tiveram como fator principal a migração da desembocadura do Rio Una do Prelado para norte, lembrando que barras de rios são dinâmicas e estão em constante mudança. Além disso, a ocorrência de eventos climáticos extremos nos últimos anos tem intensificado o processo erosivo em um trecho da praia.

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A ação emergencial na Reserva de Desenvolvimento Sustentável da Barra do Una também tem como objetivo a proteção das quatro famílias residentes na área, que enfrentam o risco de realocação devido aos crescentes perigos causados pelo avanço do mar. Diante do avanço do mar que atingiu a via de acesso de residências próximas e ameaçou postes de energia e moradias, foram adotadas medidas emergenciais para a recomposição das estruturas. Inicialmente, material rígido foi utilizado para reforçar as vias de acesso. Contudo, as marés altas dos últimos dias deslocaram parte desse material para a faixa de areia, e a Prefeitura, com o apoio da Fundação Florestal, está realocando os insumos para assegurar a recomposição dos acessos enquanto outras ações de mitigação são implementadas.

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Técnicos da SP Águas, considerando estudos de batimetria e monitoramento com drone RTK de alta precisão, estão avaliando a possibilidade de desassoreamento dos canais estuarinos e da foz do Rio Una, que migrou para o norte em decorrência da dinâmica natural dos cursos de água e da formação de um esporão arenoso. Essas medidas visam realinhar o curso do rio e reduzir a pressão erosiva sobre a margem esquerda.

Fundação Florestal – Reserva Ecológica Juréia-Itatins

Desde 2020, a Fundação Florestal tem desempenhado um papel fundamental no monitoramento e na gestão ambiental da região. Utilizando drones para capturar imagens aéreas detalhadas, a equipe coleta dados essenciais para compreender o processo erosivo e planejar intervenções eficazes. A participação ativa da comunidade local tem sido crucial, com moradores reportando alterações significativas, especialmente após eventos de ressaca.

Além do monitoramento, a Fundação Florestal tem implementado soluções baseadas na natureza para dissipar a energia das marés e proteger a vegetação de restinga. Uma estrutura implementada em novembro, que incluiu o cercamento com bambus, demonstrou resultados positivos ao proteger a vegetação, enquanto trechos sem essa proteção sofreram maiores impactos durante eventos climáticos no início de dezembro. Posteriormente, optou-se pelo empilhamento de material vegetal, mantendo a integridade das áreas costeiras.

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Paralelamente, está em elaboração, junto ao Conselho Deliberativo da Reserva Ecológica Juréia-Itatins e com a participação da comunidade, do poder público e de pesquisadores, um Plano Comunitário de Adaptação à Erosão Costeira. Este plano definirá diretrizes e ações permanentes para o enfrentamento sustentável do problema, integrando estudos técnicos e a experiência prática acumulada no local.

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