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Grandes nomes da inovação levam à SP House discussão sobre os impactos da IA nas relações pessoais e profissionais  – Notícias de Batatais

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Grandes nomes da inovação levam à SP House discussão sobre os impactos da IA nas relações pessoais e profissionais 

A SP House, hub de negócios e tecnologia do Governo de São Paulo no maior evento sobre inovação do mundo, o South by Southwest (SXSW), reuniu neste domingo (15) os principais nomes ligados à inovação e tendências em painel que discutiu o tema “O que permanece depois que o futuro passa”.

Durante o evento, os especialistas abordaram a utilização de ferramentas de Inteligência Artificial (IA) e seu impacto na previsão a longo prazo para empreendedores e investidores, sua relação no trabalho  e na conexão com os seres humanos.

Cocriar a realidade

Fundador e CEO da Redding Futures, Neil Redding é especialista em ajudar empresas a navegar na convergência entre o mundo digital e o espaço físico (computação espacial). Ele abordou principalmente a dificuldade de planejamento do futuro em função da rapidez com que a tecnologia muda e a capacidade da IA de ajudar o ser humano a “cocriar” a realidade.

“As coisas estão mudando muito rápido, e isso é algo que venho dizendo nos últimos anos. É por isso que me considero um futurista próximo, e não um futurista em geral, porque quando as coisas acontecem tão rápido, a previsão se torna menos valiosa”, disse.

Segundo ele, ao usarmos IA e agentes de IA estamos cocriando a realidade do futuro emergente, aquele que se forma a cada instante.. “Pessoalmente, acho muito mais útil pensar em cocriar o futuro próximo a fazer previsões sobre ele”, disse.

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Redding disse que tem participado de algumas conferências sobre inovação no Brasil e sentiu que há muitos empresários dispostos e entusiasmados com a ideia e cocriar o futuro. “Estou muito animado com a maneira como vejo o Brasil se apresentando, com meu entusiasmo positivo pelo futuro.”

IA na organização

Especialista em Inteligência Artificial e o futuro do trabalho, o CEO da Signal and Cipher Ian Beacraft trouxe o olhar organizacional sobre a utilização da IA e seu impacto no ambiente de trabalho. “Uma das coisas que descobrimos é que mesmo pessoas que estão liderando a IA como um aprimoramento individual ainda estão se perguntando: qual o impacto disso na organização? Como isso muda meu trabalho, meu papel, meu departamento, e também o funcionamento da organização como um todo?”

Segundo ele, o valor agregado do trabalho em relação à execução está diminuindo com a nova tecnologia, e não significa que vai desaparecer, mas vai se transformar. “E onde podemos concentrar a maior parte do nosso tempo e da nossa função é em como reestruturar o trabalho que fazemos com base nos sinais de mudança interna e externa. É nisso que nosso trabalho está se transformando, porque o ambiente vai mudar muito, muito rápido”, disse.

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Saúde Social

A cientista social especializada em ‘social health’, ou saúde social, Kasley Killam, defende que a conexão humana é tão vital quanto o sono e questionou sobre a eficiência da IA e qual a finalidade dessa eficiência. “Atualmente, falamos muito sobre eficiência, mas a que serve a eficiência? É um meio para um fim, e acredito que o fim deva ser uma conexão significativa, certo? Tempo com nossos amigos, nossa família e nossos entes queridos”, defendeu.

Segundo ela, se estivermos usando as ferramentas de IA para apoiar nossa conexão humana, isso é ótimo, mas se estamos utilizando essa ferramenta para complementar a conexão humana, isso é um sinal de alerta. “E estamos vendo cada vez mais pessoas usando companheiros de IA no lugar de relacionamentos humanos. E eu entendo profundamente o motivo disso, porque a realidade é que a conexão humana é difícil”, disse.

IA como colega de equipe

Considerada uma das mulheres mais influentes da tecnologia global, Sandy Carter, COO & Head of Business Development da Unstoppable Domains defende uma mudança de mentalidade com a tecnologia e a utilização da IA como um colega de equipe, e não como uma ferramenta, mas com limites claros e supervisão humana.

 “Acho que todos nós precisamos pensar bem, ao implantar agentes, em como definimos limites para eles. A que damos acesso a eles? Se você pensar no seu agente como um funcionário, por exemplo, se contratasse alguém para a engenharia, daria acesso a todas as suas finanças? Não. Se contratasse alguém para o RH, daria acesso ao código? Não. Assim como um agente é um funcionário, você precisa definir alguns limites”, esclareceu durante a sua apresentação.

Inovação e negócios

Esta é a terceira participação da SP House no SXSW, evento realizado em Austin, nos Estados Unidos, entre sexta-feira (13) e segunda-feira (16). O espaço do Governo de São Paulo no festival ocupa 2,2 mil m², quase o dobro da edição anterior, com a expectativa de receber até 600 pessoas simultaneamente.

São cerca de 60 horas de conteúdo, distribuídas entre dois palcos principais, além de encontros institucionais, apresentações corporativas e discussões sobre negócios e parcerias internacionais.

Com o tema “We are borderless”, a edição deste ano propõe refletir sobre a circulação de ideias, talentos e oportunidades em um cenário cada vez mais conectado. A SP House funciona como um espaço de encontros e trocas entre empreendedores, executivos, investidores, pesquisadores, gestores públicos e criadores.

Veja a programação completa aqui.

*Enviada especial ao SXSW, em Austin (EUA)

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