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SP avança em obras de contenção de cheias que beneficiam 1 milhão de pessoas na zona sul da capital
O governador Tarcísio de Freitas vistoriou nesta quinta-feira (26) as obras do novo piscinão e de canalização de parte do Córrego Antonico, na zona sul da capital. A estrutura visa combater as enchentes nas regiões do Morumbi e Paraisópolis, beneficiando mais de 1 milhão de pessoas. Com investimento de cerca de R$ 145 milhões, a obra é mais um empreendimento que prepara São Paulo para os problemas causados pelas mudanças climáticas.
“As obras fazem parte de uma parceria do Governo do Estado de São Paulo com a Prefeitura para enfrentarmos um problema crônico nessa região, que são as cheias. Teremos sistemas integrados para absorver a vazão das águas. Este é um conjunto de obras de prevenção de cheias e o investimento é muito importante, mas já estamos realizando. O que está sendo feito nesta região também está sendo realizado em Perus, na Zona Leste, e em outros pontos da cidade, em um compromisso de paulatinamente atacarmos o problema”, afirmou o governador Tarcísio de Freitas.
A visita técnica contou ainda com a presença da secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), Natália Resende; do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes; da diretora-presidente da SP Águas, Camila Viana; e do diretor Nelson Lima.
Iniciadas em fevereiro de 2024, as obras do piscinão já atingiram 70% de execução. Atualmente, os trabalhos se concentram na fragmentação de rochas para dar continuidade às escavações do reservatório, localizado na Praça Alfredo Gomes, ao fim da Avenida Jules Rimet. Também é executada a frente de serviço do Tunnel Liner (extensão de 851 m), visando compatibilizar a vazão hidrológica com a capacidade hidráulica do córrego, interligando-o com o reservatório RA-02, em execução pela Prefeitura Municipal de São Paulo.
“Com capacidade para reter mais de 44 milhões de litros e integrada a um robusto sistema de drenagem, essa obra aumenta significativamente a eficiência hidráulica da bacia do Antonico. Na prática, isso significa levar mais segurança para mais de 1 milhão de pessoas que vivem e circulam nessa região da cidade”, afirmou a secretária Natália Resende.
O novo reservatório terá capacidade para armazenar mais de 44 milhões de litros de água e receberá o volume do Córrego Antonico, com nascente no bairro de Paraisópolis, que passa sob o estádio do MorumBIS e a Avenida Jorge João Saad.
“A construção do reservatório é uma intervenção estratégica que ataca diretamente um problema histórico de drenagem na região. O piscinão ajudará a controlar a vazão do Córrego Antonico e reduzir riscos de transbordamento em pontos críticos, como o entorno do MorumBIS. Com isso, vamos devolver a tranquilidade aos moradores”, afirmou a diretora-presidente da SP Águas, Camila Viana.
Em formato circular, o equipamento tem 28 metros de profundidade e 48 metros de diâmetro. O piscinão vai acumular a água durante chuvas fortes e devolver, gradativamente, esse volume ao sistema de drenagem após as tempestades. As obras devem ser concluídas ainda no segundo semestre de 2026.
Indiretamente, a obra também beneficiará o entorno do córrego Pirajuçara, onde o Antonico deságua, e o rio Pinheiros, que recebe as águas desses dois córregos.
Canalização
Além da construção do reservatório, a SP Águas também está canalizando parte do córrego Antonico, em um trecho de 951 metros (851 m em Tunnel Liner e 100 m em pré-moldado). Também fará a recuperação do paisagismo na Praça Alfredo Gomes, com novo espaço de convivência para os moradores. Serão instalados ainda 1.100 metros de galerias de drenagem no entorno. Após ser entregue, o piscinão será operado pela administração municipal.
A Prefeitura de São Paulo também vai implementar mais dispositivos de combate a enchentes na zona sul da capital. Um deles será um segundo reservatório na Praça Roberto Gomes Pedrosa, em frente ao portão principal do MorumBIS, com capacidade para 133,6 milhões de litros de água — o equivalente a 53,6 piscinas olímpicas.
Ações complementares
Desde 2023, o Estado já destinou quase R$ 1 bilhão, por meio da SP Águas, à implantação de reservatórios de contenção de cheias. Entre os principais destaques está o Piscinão Jaboticabal (RM-19), o maior da Região Metropolitana de São Paulo, que entrou em operação em dezembro passado. O reservatório tem capacidade para armazenar 900 mil m³ de águas pluviais, o equivalente a 360 piscinas olímpicas, e investimento de R$ 573 milhões.
A estrutura amplia a proteção de uma área de influência de até 100 km², beneficiando diretamente os municípios de São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul e São Paulo. Já em Franco da Rocha, foram entregues os reservatórios EU-09 e EU-08, com capacidade somada de 268 mil m³ de água — o equivalente a cerca de 100 piscinas olímpicas — e investimento de aproximadamente R$ 103 milhões.
Além deles, está em construção o TG-09, na divisa entre Franco da Rocha e Francisco Morato. O reservatório terá uma área de 73,2 mil m², com mais de 600 metros de extensão e capacidade para acumular 348 milhões de litros de água das chuvas, equivalente a 140 piscinas olímpicas. A obra está localizada no córrego Tapera Grande e conta com investimento de mais de R$ 139 milhões.
Também estão previstas intervenções como o aprofundamento do reservatório TG-03 e a implantação do TG-04, em Francisco Morato, com início estimado para o final de 2026 e investimento de cerca de R$ 180 milhões. Há ainda os reservatórios RT-15 e RT-16, em Mauá, com investimento previsto de R$ 260 milhões. Os projetos estão atualmente em fase de licenciamento ambiental e tratativas fundiárias.
Atualmente, a SP Águas realiza a limpeza e manutenção de 27 reservatórios na Região Metropolitana de São Paulo para mitigar os impactos das chuvas. Juntos, têm capacidade para armazenar mais de 4,8 bilhões de litros de água, o equivalente a 1.900 piscinas olímpicas. Desde 2023, a SP Águas já investiu R$ 169,78 milhões na manutenção e limpeza desses reservatórios na RMSP.
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