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Tecnologia e eficiência: entenda o sistema de automação do monotrilho da nova Linha 17-Ouro do Metrô de SP – Notícias de Batatais

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Tecnologia e eficiência: entenda o sistema de automação do monotrilho da nova Linha 17-Ouro do Metrô de SP

Inaugurada nesta terça (31) pelo Governo de São Paulo, a Linha 17-Ouro se destaca pelo uso intensivo de tecnologia para operação, controle e segurança. O novo ramal foi projetado para operar num sistema de automação conhecido como UTO (Unattended Train Operation), no qual todas as funções essenciais, como aceleração, frenagem, abertura de portas e controle de percurso, são realizadas automaticamente por sistemas digitais, sem a necessidade de condutor a bordo. Esse modelo reduz a interferência humana direta e permite respostas mais rápidas e padronizadas às condições de operação.

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O funcionamento dessa automação é viabilizado pelo sistema de sinalização CBTC (Communications-Based Train Control), que utiliza comunicação contínua entre os trens e os equipamentos ao longo da via. Diferentemente dos sistemas tradicionais, que dividem a linha em blocos fixos, o CBTC trabalha com “blocos móveis”, calculando em tempo real a posição, velocidade e distância segura entre as composições. Isso permite maior precisão no controle da circulação, redução dos intervalos entre trens e aumento da capacidade da linha, mantendo elevados padrões de segurança operacional.

Cada composição é formada por cinco carros interligados, com passagem livre entre eles, e conta com ar-condicionado, iluminação em LED, câmeras de vigilância e sistemas de detecção e combate a incêndio. Foto: Divulgação/Governo de SP.

Cada composição é formada por cinco carros interligados, com passagem livre entre eles, e conta com ar-condicionado, iluminação em LED, câmeras de vigilância e sistemas de detecção e combate a incêndio. Um dos principais diferenciais tecnológicos é o conjunto de baterias embarcadas, que possibilita a movimentação dos trens mesmo em caso de falha no fornecimento de energia, reforçando a segurança e a confiabilidade da operação.

“O monotrilho, sendo elevado como é, é uma solução para grandes meios urbanos onde a gente já tem condensação muito grande”, explica Tulio Pires, engenheiro civil que atuou na construção da Linha 17-Ouro. “Os trens também são muito diferentes aos que temos hoje. Toda a tecnologia dele, incluindo o funcionamento das baterias Aurora recarregáveis, todo o gerenciamento é feito de dentro do CCO.”

A frota será composta por 14 trens, todos já fabricados na China, com capacidade para até 616 passageiros por unidade. Desses, 11 já estão no Pátio Água Espraiada, sendo oito comissionados (etapa que envolve testes rigorosos de segurança e validação dos sistemas operacionais). As demais composições serão incorporadas gradualmente, acompanhando o aumento da demanda e os ajustes nos sistemas de controle. O investimento foi de R$ 989 milhões.

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Neste primeiro momento, a operação ocorre em fase transitória, permitindo o acompanhamento técnico contínuo e a calibração dos sistemas. Os trens circulam em formato de shuttle, com intervalos médios entre 7 e 14 minutos, no trecho entre o Aeroporto de Congonhas e a Estação Morumbi. Durante esse período, funcionários acompanham as viagens, procedimento padrão em novas linhas, enquanto são realizadas verificações constantes da confiabilidade operacional.

O sistema de monotrilho, elevado ao longo do eixo da avenida, foi adotado por sua capacidade de reduzir impactos urbanos e otimizar a implantação. A operação elétrica contribui ainda para a redução de emissões de poluentes e gases de efeito estufa, com estimativa de diminuição anual de 25.937 toneladas, além de reduzir o consumo de combustíveis e incentivar o uso do transporte coletivo.

Além dos trens, as estações também incorporam soluções voltadas à eficiência e à acessibilidade. Todas contam com portas de plataforma, elevadores, escadas rolantes, pisos táteis, sanitários adaptados e sinalização adequada. A infraestrutura inclui ainda paraciclos, bicicletário na Estação Morumbi e integração com ciclovias, além de baias para embarque e desembarque de veículos e conexão com linhas de ônibus.

Outro aspecto funcional do sistema é a organização dos acessos e fluxos. Passarelas e túneis acompanham o horário de operação e podem ser utilizados por qualquer cidadão, independentemente do embarque nos trens, contribuindo para a mobilidade local e facilitando a travessia da avenida Jornalista Roberto Marinho e o acesso ao aeroporto.

Com 6,7 quilômetros de extensão e oito estações, a Linha 17-Ouro conecta o Aeroporto de Congonhas às linhas 9-Esmeralda e 5-Lilás, ampliando a integração entre modais. Na fase inicial, sete estações estarão abertas ao público: Morumbi, Chucri Zaidan, Vila Cordeiro, Campo Belo, Vereador José Diniz, Brooklin Paulista e Aeroporto de Congonhas. A Estação Washington Luís será incorporada posteriormente, junto à entrada de novos trens, para manter a eficiência dos intervalos.

Segundo o governador Tarcísio de Freitas, a Linha 17-Ouro representa um avanço relevante para a mobilidade urbana ao integrar diferentes modais e conectar pontos estratégicos da capital. “A gente pode falar que a partir do momento que a gente liga o aeroporto de Congonhas à linha 17, a gente pode dizer que tá ligando o aeroporto de Congonhas ao aeroporto de Guarulhos. A gente tem agora os dois aeroportos conectados por trens”, disse. Ele também ressaltou que a ampliação das conexões entre linhas tende a tornar o sistema mais eficiente.

A previsão é que a operação plena, com horário ampliado das 4h40 à 0h, seja alcançada gradualmente até outubro, quando o sistema deverá transportar cerca de 100 mil passageiros por dia.

Ampliação da Linha 17-Ouro

O Governo de São Paulo anunciou a expansão da Linha 17-Ouro, com mais 4,6 km de extensão e quatro novas estações: Américo Maurano, Vila Paulista, Panamby e Paraisópolis, que integrará pela primeira vez uma das maiores comunidades da capital ao sistema de transporte sobre trilhos.

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