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Governo de SP visita obras que ampliam abastecimento de água na Baixada Santista
A secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende, visitou nesta sexta-feira (09) a Baixada Santista para acompanhar a questão do abastecimento de água e avaliar os impactos das chuvas recentes na região. Em Praia Grande, equipes do Estado vistoriaram as obras da Sabesp na nova Estação de Tratamento de Água (ETA) Melvi, da Sabesp. A unidade está sendo construída ao lado da estação atual e terá capacidade para tratar 1.270 litros de água por segundo, o que significa mais água disponível para a população da Baixada Santista.
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A obra faz parte de um pacote maior de investimentos no abastecimento da região. Nos próximos três anos, a Baixada Santista deve receber R$ 7,5 bilhões para ampliar e modernizar a rede de água e esgoto, valor bem acima do que era investido antes da desestatização da Sabesp realizada em 2025 pelo Governo de São Paulo.
“O Governo de São Paulo está presente na Baixada Santista para melhorar o abastecimento de água e o tratamento de esgoto. Fomos a obras e conversamos com prefeitos para combinar ações. Isso, junto a uma série de obras que viemos vistoriar, vai colocar mais água na torneira das pessoas”, afirmou Natália Resende, secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística.
A Sabesp está investindo, por ano, quatro vezes mais na Baixada Santista em comparação ao período pré-desestatização. São R$ 2 bilhões por ano ante R$ 500 milhões anteriormente. Estão sendo construídos 23 novos reservatórios que representam 130 bilhões de litros a mais na Baixada.
A modernização da ETA Melvi ajuda a tornar o sistema mais estável, tratando um volume maior de água captada. A obra deve beneficiar 650 mil pessoas das cidades de Praia Grande e da parte continental de São Vicente.
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Mongaguá recebe apoio
Em Mongaguá, as equipes estaduais fizeram vistorias em áreas atingidas pelas chuvas, incluindo sobrevoo de pontos alagados. Para atender as famílias impactadas, o Estado enviou 2.100 itens de ajuda humanitária, como colchões, cobertores, cestas básicas e kits de higiene, com apoio da Defesa Civil e do Fundo Social.
Segundo o diretor do Departamento Estadual de Proteção e Defesa Civil, Tenente-Coronel Baruffaldi, o trabalho começa antes das chuvas e continua depois. “Estamos atuando de forma integrada para enfrentar os problemas das enchentes. Houve inundações severas, com pessoas desabrigadas, e o Estado prestou apoio imediato”, afirmou.
A atuação inclui monitoramento do tempo, envio de alertas à população, ajuda humanitária e também ações para reduzir novos riscos. As ações fazem parte da Operação Verão Integrada, que prevê ainda a entrega de 4.800 cestas básicas a municípios do litoral paulista. Desse total, 3.800 cestas são destinadas a cidades da Baixada Santista e do Litoral Sul.
Ainda em Mongaguá, ficou definido um plano em conjunto com a Prefeitura e a Defesa Civil, de curto, médio e longo prazo para, de fato, levar mais qualidade de vida à população.
“Esse plano, conjunto e integrado, tem o objetivo é aumentar a resiliência da cidade e melhorar a qualidade de vida da população”, destacou a secretária Natália Resende. “Vamos entrar com equipamentos em rios para melhorar o fluxo das águas e mitigar os efeitos das enchentes, com plano de macrodrenagem e microdrenagem. Estamos planejando fazer em 5km dos rios a remoção de sedimentos para melhorar a resiliência e a vida das pessoas.”
No curto prazo, estão previstas intervenções pontuais, com o uso de equipamentos em trechos específicos dos rios, para melhorar o fluxo das águas e mitigar os efeitos das enchentes, enquanto avançam os planejamentos de médio e longo prazo.
Entre essas ações, estão a elaboração de um plano de macrodrenagem, com recursos do Fehidro, e de um plano de microdrenagem. Também há diálogo com a Prefeitura para a utilização de recursos repassados pela Sabesp a cada quatro meses, destinados a iniciativas desse tipo.
Além disso, está sendo planejada uma atuação conjunta com a Prefeitura em cerca de cinco quilômetros de rio, com intervenções para a remoção de sedimentos, materiais diversos, algas e macrófitas — situação identificada durante as vistorias realizadas.
Reservatório em Itanhaém
Em Itanhaém, o Governo de SP acompanhou as obras do Centro de Reservação Mambu-Branco, que vai reforçar o abastecimento de água na região.
O local contará com quatro grandes reservatórios, cada um com capacidade para 10 milhões de litros, somando 40 milhões de litros de água armazenada. Na prática, essa estrutura funciona como uma reserva extra, que ajuda o sistema a continuar operando em momentos de maior consumo ou durante manutenções.
O investimento é de R$ 85 milhões, com entregas previstas ao longo de 2026. A obra beneficia municípios como Peruíbe, Itanhaém, Mongaguá e Praia Grande, aumentando a segurança no fornecimento de água. A obra deve ser entregue ainda em 2026.
Mais investimentos
A Baixada Santista vai receber R$ 7,5 bilhões em investimentos nos próximos três anos para resolver desafios estruturais no abastecimento de água. O valor é quase três vezes o total de recursos investidos na região de 2017 a 2024 (R$ 400 milhões/ano), antes da desestatização realizada em 2024 pelo Governo de São Paulo.
Um diagnóstico da Sabesp apontou que a região tem limitações acumuladas ao longo de muitos anos, que demandam plano robusto de investimentos voltado ao fortalecimento da segurança hídrica e à ampliação estrutural da oferta de água. O Governo de São Paulo fiscaliza os trabalhos por meio da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp).
A análise da empresa apontou para restrições relevantes na capacidade de produção de água para atendimento dos picos de consumo, baixa flexibilidade operacional entre os sistemas, preservação insuficiente e elevada vulnerabilidade a eventos climáticos extremos.
Em períodos de chuvas intensas, o aumento da turbidez dos mananciais impacta diretamente o processo de tratamento da água. Já em ondas de calor e durante a alta temporada turística, o consumo cresce de forma acelerada, pressionando ainda mais o sistema de abastecimento.
Esse conjunto de fatores explica as oscilações observadas em momentos críticos, como no verão, com aumento de até três vezes da população local, e demonstrou a necessidade de soluções estruturais, para além de ajustes operacionais pontuais.
O Governo de São Paulo desestatizou a Sabesp em 2024 para antecipar a universalização do saneamento básico de 2033 para 2029 com previsão de investimentos de R$ 260 bilhões até 2060, dos quais R$ 70 bilhões serão aplicados até 2029 para levar água potável, tratamento e coleta de esgoto para toda a população paulista.
Obras na região
Entre as principais intervenções em andamento para a Baixada Santista estão:
- Adutora Santos–Guarujá, obra estratégica que amplia a integração entre os sistemas, aumenta a flexibilidade operacional e reforça a segurança hídrica da região. O investimento é de R$134,7 milhões para a travessia subaquática. O projeto consiste na instalação de uma tubulação sob o canal do Porto de Santos para transportar até o Guarujá parte da água que é produzida na Estação de Tratamento de Água (ETA) Cubatão. A obra beneficiará mais de 450 mil pessoas e tem o objetivo de garantir a segurança hídrica na região e deve ser concluída no segundo semestre de 2026. A travessia terá 5,56 km de extensão, sendo 700 metros de travessia subaquática, ou seja, sob o canal do Porto. A capacidade de abastecimento impressiona: 500 litros a mais de água por segundo para a cidade – volume que enche uma piscina olímpica em apenas uma hora.
- Implantação do Pulmão de Reservação de Água Potável do Sistema Mambu Branco, com capacidade total de 40 milhões de litros, projetado para mitigar os impactos na produção de água durante eventos de chuvas intensas, garantindo maior estabilidade ao abastecimento.
- Implantação da nova Estação de Tratamento de Água Melvi, com capacidade de 1.270 litros por segundo, que ampliará de forma estrutural a produção de água tratada para a Baixada Santista.
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