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Entrevista – Prefeito Zé Luis

José Luis Romagnoli, 66 anos de idade, a completar 67 no próximo dia 27 deste Dezembro (de antemão Parabéns Zé!!!) Prefeito pela quarta vez em Batatais, Contador de carteirinha, experiente Diretor de Finanças da Prefeitura Municipal, antes de sentar na cadeira número um, portanto,
um exímio administrador. E, além disso, de repente, não mais que de repente, nos bastidores políticos, foi cogitada a possibilidade de lançar o seu nome para concorrer na próxima Campanha Eleitoral da Cidade. Aí pronto!!! Zé Luis ´já vestiu a camisa de Prefeito e nunca mais deixou de sê-lo, e num piscar de olhos se transformou no homem mais popular da Cidade. Conhecido, muito elogiado e às vezes criticado, pelos quatro cantos de Batatais.
Tendo também se projetado fora dos limites da nossa Cidade, ocupando cargos de relevância. E, mesmo quando, tendo deixado a Prefeitura porque quis, não entrando em nova competição, na sua cabeça e no seu coração, nunca deixou de ser o Chefe do Executivo local. Tanto que, vai ficar na história como o Prefeito de Batatais que mais venceu as Eleições, tendo sido eleito por quatro vezes. Por enquanto!!!
E agora, na última edição do O Jornal deste ano de 2017, convidamos ele, o Prefeito Zé Luis, para uma Entrevista Exclusiva (via Teleconferência). Acompanhe a seguir:

OJ – (entrevistador Orion Júnior) Eu vivo fora de Batatais e, apesar de todo dia procurar saber o que acontece na minha Cidade natal, só estou por aí uma vez por ano durante dois/três meses, que é o período das minhas férias. Então, para mim, as mudanças são mais impactantes do que para uma pessoa que vive na Cidade. Quando eu cheguei em Batatais, no meio deste ano, fiquei muito triste pois encontrei uma Cidade muito feia, mal cuidada, cheia de buracos. Afinal, o que está acontecendo?
JOSÉ LUIS ROMAGNOLI – É… Realmente ela está feia e eu concordo com isso. Ela está feia porque o aspecto dela que é justamente a malha viária está arrebentada. Nós aplicamos até agora 1 milhão de reais na Operação Tapa-Buracos e isso não resolve, o que resolve é recapeamento. Mas era o emergencial que tínhamos que fazer. Desde Março deste ano, não paramos um mês sequer sem fazer o Tapa-Buracos. Ocorre que a Cidade está realmente ‘destruída’ e nós estamos tentando colocar em ordem, só que este ano, um ano de pagamento de dívidas (que foi a principal obra que a Prefeitura fez). E agora, para o próximo ano, nesse aspecto visual, já temos em entendimento com o Governo do Estado, o Governo Federal, aproximadamente 8 milhões de reais para aplicar em recapeamento. Nós fizemos uma Licitação agora recente, do Bairro Vila Lídia, que é uma verba de 500.000 reais do Deputado Marcos Feliciano, a concorrência foi aberta agora no dia 13 de Dezembro, mas infelizmente as concorrências hoje acabam dando algum problema; uma empresa não tinha um documento e a outra entrou com Recurso, nós estamos aguardando, mas acreditamos que até o final do ano isso já está solucionado e no começo do ano, aquele Bairro da Vila Lídia terá o tão esperado recapeamento em parte das ruas. O Distrito Industrial ficou mais de quatro anos parado, conseguimos agora o Recurso, está depositado na Caixa Econômica Federal e também já foi licitado dia 14 e vamos então iniciar o asfaltamento do Distrito Industrial. Mas o importante é agora para o próximo ano. Já a partir de Janeiro temos este trabalho que 8 milhões já está garantido, fora a cota do Governador que temos pedido mais 3 milhões e aí nós vamos recapear a Avenida Moacir Dias de Morais, que é a Avenida da entrada da Cidade. A Avenida da Saudade (a do Cemitério), vamos recapear a Avenida Nove de Julho, a Avenida 15 de Novembro, a Rua Thomas Alberto Whately, a Jornalista José Teixeira de Andrade e várias ruas também problemáticas e críticas da Cidade (isso já a partir do ano que vem). Sem contar que temos também o dinheiro para fazer uma revitalização na Avenida Prefeito Washington Luiz, que vamos recapear totalmente, incluindo pontes, semáforos, as faixas de pedestres (vai ter uma reformulação muito grande lá); a 14 de Março também será refeita (irá ser trocado os broquetes em frente o Centro de Cultura Física, passar para asfalto), vamos trocar aquilo tudo, vai recapear a Avenida, trocar a canalização que falta alí, então as Avenidas da Cidade onde têm um tráfego mais intenso serão recapeadas. Com isso, nós entendemos que sobra um tempo maior para nos dedicar às outras ruas dos Bairros da Cidade que também terão a nossa atenção (lógico, não temos dinheiro para tudo nesse momento, mas estamos trabalhando para isso).

OJ – Por que a Operação Tapa-Buracos feita até agora não foi realizada da maneira correta? Por que não foi feito o requadramento correto dos buracos com ângulos de 90º, como as técnicas mais atuais exigem? Não fazer isso não é jogar dinheiro fora?
ZL – Não, onde foi feito o serviço não. Ali não deu problema. Nós temos que analisar que as ruas de Batatais, muitas delas com uma idade de asfalto com mais de 50 anos, realmente o asfalto já está com uma vida útil vencida há muito tempo. Então há a necessidade do recapeamento. A Operação Tapa-Buracos foi aquilo que podia ser feito naquele momento e dentro daquelas normas que foram feitas. Só que nós contratamos uma empresa, e ela começou, já fez o Bairro Antônio Romagnoli, agora está no Simielli (e uma ou duas ruas do Simara) e ela está fazendo deste jeito, recortando e fazendo a Operação direitinho, esquadrejando o buraco, só que é muito moroso, você fica praticamente um mês em um Bairro, então nós temos hoje 58 Bairros na Cidade. Agora, a partir do momento que você faz essa regularização do Tapa-Buracos e vem com o recapeamento, aí o serviço fica evidentemente melhor.

OJ – Eu ouço você falando do planejamento do próximo ano e tenho a impressão ou que você está em campanha eleitoral, ou que não foi você quem governou esse ano. São perspectivas muito distantes e que diferem muito do realizado até agora. Até sonhador, eu diria. Pode ser pelo fato de você ter ficado esse ano pagando dívidas, como disse, mas eu sinto que você fala como se não tivesse sido Prefeito esse ano. Como que eu posso confiar em tudo que você está ‘prometendo’, tendo um ano de Governo que, para a maioria dos munícipes, não mostrou tanto resultado?
ZL – Olha, aquilo que eu disse no início. Para a maior parte da população, você só está enxergando o visual da Cidade. O visual da Cidade é feio. Realmente ele sobrepõe a todos aqueles dados, mas houve infinitamente muitos avanços em todas as áreas esse ano, então não foi parado o ano, o ano não foi perdido, foi de avanços, lógico que dentro de uma administração muito segura, muito pé-no-chão, com muita responsabilidade, então nós não fizemos dívidas e o que a gente podia pagar nós pagamos, fizemos uma economia violenta na questão das Licitações (para você ter uma ideia, a maior parte, 90% foi Pregão e estes estavam orçados em 25 milhões e saíram por 16 milhões), uma economia de 9 milhões de reais na questão das Licitações neste primeiro ano. Isso é um avanço importantíssimo para nós que conhecemos o coração da administração, né? Nós reduzimos muitas coisas, muitos gastos, mas não reduzimos a eficiência. Tanto é que realizamos, volto a dizer, vários procedimentos na área da Saúde, da Educação e conseguimos manter o pagamento dos funcionários em dia, sem nenhum atraso, tanto é que todos receberam a segunda parcela do 13º, isso realmente é difícil de manter. Todo mundo vê o visual, agora o coração da Cidade, que é Saúde, Educação, nós não tivemos mais reclamações. Nenhuma criança ficou sem aula, ficou sem merenda e isso é um custo. Os nossos estudantes universitários puderam estudar, com um custo para a Prefeitura de aproximadamente quase 2 milhões por ano, tivemos 122 estudantes universitários com bolsa estágio na Prefeitura. Às vezes a família não percebe isso, mas o filho dela ou está no projeto do Guri, ou está na área do Esporte, ou na sala de aula, ou na Creche. Então houve sim, na nossa visão, muitos avanços. Agora, se você for ver o visual da Cidade, parece que não se fez nada, mas se fez muita coisa sim, principalmente pagando mais de 20 milhões de dívida. Agora… se não fosse essa dívida, a Cidade estava muito mais bonita, não resta a menor dúvida.

OJ – A questão da CIRETRAN tem sido objeto de algumas matérias na imprensa, pelo local e as condições em que se encontra. O fato da representação trabalhista de Batatais ter fechado e outras coisas mais tem gerado custos para o Município por serviços que são de responsabilidade do Estado ou da União. Como você está lidando com isso?
ZL – É, exatamente, como você disse. É obrigação do Estado e da União. O que acontece? A União fecha, devido a uma legislação nova, todos os Postos e Agências de Trabalho que elas tinham em pequenas Cidades. Isso foi uma determinação do Ministério do Trabalho, embora a Prefeitura tenha colocado o imóvel sem nenhum custo para o Ministério, nós tínhamos funcionários, só que eles entendem que com a nova legislação trabalhista não há necessidade mais de Postos de Atendimento aqui porque as Homologações hoje praticamente não vão existir mais devido ao acordo celebrado entre o empregador e o empregado, mas não se tirou o Posto de Atendimento ao Trabalhador da Cidade, que é onde se emite as Carteiras de Trabalho, que é o mais importante e também presta todas as informações ao Trabalhador. Então isso era uma obrigação da União que ela tirou. Então se ela tira, ela tira do dia para a noite; eu não tenho, como Prefeito, autonomia para instalar Agência aqui. Mas oferecemos, tivemos uma reunião, parece que ainda vai dar certo, vão manter a Agência aqui porque nós cedemos a casa (eles querem reduzir o aluguel), parece que tem um funcionário que vem pra cá e estamos também cedendo funcionários da Prefeitura para ajudar nesse atendimento, embora ele será muito reduzido em função das modificações em relação à legislação trabalhista. CIRETRAN: obrigação do Estado. Faz muito tempo que a Prefeitura vem ajudando com funcionários, tínhamos dois funcionários da Prefeitura lá. Quando foi também, por questões financeiras, tirado o aluguel, a Prefeitura imediatamente se ofereceu e provisoriamente instalou-se no recinto da Festa do Leite, mas nós já tínhamos conversado (e aí eu não sei onde houve o desencontro de informações) porque eles teriam a condição de dizer que a Prefeitura já tinha fechado com eles um local que apenas está em reforma aqui na Praça Doutor Fernando Costa provisoriamente, mas que no futuro vai lá no final da Avenida 9 de Julho, onde, inclusive, já são feitos os Exames de Baliza para tirar a CNH, lá onde hoje é a Estação Cultura. Vamos trazer o Museu e a Biblioteca lá de cima, para uma casa aqui no Castelo que foi doada pelos Claretianos (casa onde morava o saudoso Professor Marques, na Rua Dom Bosco), casarão branco de janelas azuis que tem uma linda paineira na frente.
E aí abrindo o espaço vamos acomodar a CIRETRAN em um lugar bem confortável. Mas isso aconteceu em todas as Cidades, é uma questão do Estado, o Estado enxuga e tira; aí vem essa pecha de que ‘a Cidade perde’. A Cidade não perde nada quando ela toma conta, perde quando o Governo Estadual ou a União tiram e aí não podemos interferir, evidentemente, é uma questão deles. Mas, no futuro, se Deus quiser, temos a intenção de trazer mais atendimento à população aqui até tentando talvez um ‘Ganha Tempo’ (um ‘PoupaTempo’ reduzido) e estamos trabalhando para isso para atender a população nessa parte aqui no Município.

OJ – Você falou da CIRETRAN ir para onde é hoje a Estação Cultura. Lá não foi reformado com verbas da Cultura? É possível, mesmo assim, colocar a CIRETRAN lá?
ZL – O prédio pertence à Prefeitura, né?! Agora foi feito sim uma reforma com recurso oriundo de verba do Governo do Estado. Mas eu não vejo nenhum problema de se instalar um órgão de Atendimento da População naquele local.

OJ – Você está falando aí do ‘Ganha Tempo’. No seu segundo Governo, você criou o CIAC (Centro Integrado de Atendimento ao Cidadão), será que essa estrutura não poderia ser aproveitada para um projeto seu?
ZL – Ele não teria espaço, Júnior, já verificamos isso. Ele está totalmente ocupado hoje; centralizou ali o atendimento ao cidadão, então o que tem ali, a estrutura já está toda tomada e atende muita coisa. Agora para a estrutura do ‘Ganha Tempo’, penso que teríamos de encontrar uma estrutura maior para acomodar. Não daria para ser lá no CIAC.

OJ – Eu vejo muitas verbas chegando do Governo do Estado aos Municípios e poucas delas chegando a Batatais. Por que isso?
ZL – Realmente nesses anos passados isso aconteceu mesmo. Se você for ver, poucos recursos vieram. O que nós retomamos agora com um trabalho intenso e agora a gente está colhendo esses frutos sim. Nós temos vários Deputados colocando Emendas para a Cidade. Esse dinheiro tá chegando agora no começo do ano e, portanto, acho que essa retomada dos investimentos com recursos do Governo do Estado e do Governo Federal nós vamos também voltar ao que era antes, mas houve essa interrupção sim.

OJ – Aquele Zé Luis com prestígio político, que comia pastel com o Mário Covas e que parecia ter desaparecido, promete voltar então?
ZL – Nós já voltamos, né? Eu tive muito contato com o Governador Alckmin, com o Vice-Governador Márcio França e também com vários Deputados, inclusive abrindo novos contatos com novos Deputados. Não são aqueles só tradicionais; abrimos um leque maior de trabalho com outros Deputados, com Senadores e a gente está colhendo esses frutos agora. Então, acho que conseguimos pelo menos nesse primeiro ano passar essa segurança a estes políticos e agora estão voltando a investir em Batatais. Bom pra todos nós, né?

OJ – Falando de investimentos, a área privada, a geração de emprego, têm sido muito pautada pelos Vereadores. Trazer novas indústrias, novos empregos para Batatais. Além do asfaltamento do Distrito Industrial, há algum Projeto do Prefeito nesse sentido?
ZL – Batatais tem neste ano se comportado bem na geração de emprego. Temos tido uma evolução. O que foi negativo nos anos passados, a Cidade tem criado novos empregos dentro do Cadastro Geral de Empregos do Governo Federal, você pode ver que Batatais tem gerado todo mês saldo positivo de empregos. Falta o quê? Ficou quatro anos parado, praticamente mais de quatro anos um Distrito que foi comprado, investido pela Prefeitura e que depois não se deu sequência nisto. E agora estamos retomando isso justamente para acomodar aí essas empresas que temos em Batatais e possa ser construído rapidamente e gerar esses empregos que estamos tanto precisando. Estamos neste aspecto acelerando. Contamos aí com a ajuda do Deputado Federal Baleia Rossi, que já destinou 1 milhão de reais para a gente fazer o asfalto e no começo do ano teremos o asfaltamento e, com isso, a parte de iluminação e aí já poderão as empresas começar a ser instaladas. Estamos trabalhando com muita rapidez nessa questão para dar esse suporte à geração de empregos na nossa Cidade. Mas, falar em empregos, a Prefeitura ao distribuir o recurso dela e pagar, inclusive aquilo que estava devendo, acabou movimentando também a Cidade, o comércio, os serviços, os fornecedores, recebendo, com isso, mais empregos e reinvestimentos aqui, por isso esse saldo positivo neste ano na questão do emprego, acredito.

OJ – Você falou do pagamento em dia dos servidores. Sabemos que foi aprovado um aumento ao servidores municipais de 10%. Gostaria que você explicasse como foram as negociações para esse aumento.
ZL – Então, Júnior, nós encontramos uma folha de pagamento com um limite ultrapassado, ou seja, acima do limite prudencial que é permitido gastar com funcionário. Então este ano, em virtude da Lei de Responsabilidade Fiscal, não havia como dar o reajuste de 6,29% que foi a inflação de 2016, porque se fizesse isso era nulo de acordo com a Lei. Então o governante precisa conhecer todos esses detalhes. Não adianta ele ceder ou querer, é nulo; não havia. Então eu propus, com muita honestidade, essa questão para o servidor e o servidor num momento entendeu e noutro momento não entendeu e isso levou a fazermos uma proposta dizendo o seguinte: para o próximo ano nós vamos fazer o reajuste de 6,29% mais a inflação de 2017. Então aplicamos uma redução dos gastos (nós pegamos a folha com mais de 54%, ou seja, acima do limite, e já conseguimos trazer ela dentro do limite, a 51%) portanto reduzimos barbaridade essa questão de horas extras e também de funcionários. Um número muito pequeno de comissionados e nossa parte nós fizemos. Fizemos a nossa lição. Agora o Sindicato entrou com um Processo de Dissídio no Tribunal Regional em Campinas e aí nós tivemos uma reunião para acertar isso e só acabamos aceitando e prevaleceu a minha proposta, que era aplicar os 6,29% de 2016 mais a inflação deste ano. Só que a inflação deste ano ainda não sabemos quanto vai ser. Estima-se que vai ser 2,2%, 2,5% ou no máximo 3%. Daria 9,29% e eu acabei arredondando para 10% que está dentro do limite para a gente tocar aí e manter a valorização do nosso servidor, que é o mais importante. Mas o principal é pagar o nosso servidor em dia, isso é o principal. Porque o que aconteceu o ano passado gerou uma enxurrada de ações na Justiça em virtude do atraso de pagamentos, envolveu aí a questão de pagamento de empréstimo consignado, de nome em Instituições de Crédito, ou seja, gerou demanda de Ações de Danos Morais que a Prefeitura já começou a ser condenada em algumas Ações. Já tem um caso Transitado em Julgado que um funcionário ganhou essa Ação e portanto isso é o que prejudica. Administrar é não prejudicar o futuro da Cidade com Ações que se toma que depois poderão ter consequências. Eu tenho tido esse cuidado. Vocês podem apontar, durante o período que tive oportunidade de governar essa Cidade, qual foi a Ação minha que causou um dano para o futuro? pelo contrário! Mas pegamos sempre coisas… Se prestarem atenção no meu comportamento, essa é uma grande obra, você não complicar a vida do futuro da Cidade.

OJ – Você falou do aumento e de chegar em 51%. A partir de 51,3% vocês atingem o limite prudencial, o que torna nulo qualquer aumento. Vocês terminam o ano abaixo deste limite então?
ZL – É, nós lutamos para isso. Conseguimos reduzir no primeiro quadrimestre, no segundo e acreditamos, pelos dados que temos até agora, que iremos reduzir. Portanto temos que ficar abaixo ou no máximo 51%, não pode ser nada mais que isso. É o que pretendemos.

OJ – E quanto ao aumento do Prefeito, do Vice e dos Secretários? Como aconteceu isso? Você propôs?
ZL – Em primeiro lugar, o aumento do Prefeito, do Vice e de Secretários, não é o Prefeito quem aumenta, quem aumenta é a Câmara através dos Vereadores. Uma proposta da Câmara, de uma Comissão. Eu não tratei disso com ninguém, nunca tratei. Nenhum reajuste meu, nos anos todo que estou governando a Cidade, eu nunca pedi para aumentar e, portanto, eu não estou trabalhando na Prefeitura pelo meu salário. Se eu fosse trabalhar pelo salário que ganho como Prefeito, eu seria muito burro, porque tenho condições de ganhar e ganho muito mais na iniciativa privada e tocando as minhas coisas. Eu vim para me dedicar à minha Cidade. Agora, não quero dizer com isso que o salário que recebo não me ajuda; ajuda também, mas eu não vivo dele, tanto é que eu saí da Prefeitura e continuei tocando a minha vida do mesmo jeito e ganhando até mais. A minha dedicação ao trabalho da Prefeitura particularmente me prejudica, prejudica minha família, mas eu estou me dedicando a isso. Que isso fique bem claro, quando eu fiquei sabendo que a Comissão tinha proposto esse reajuste, eu entrei em contato com a Comissão e disse o seguinte: Primeiro, eu não pedi; segundo não é legal esse aumento, porque para o funcionalismo sim, é legal os 10%, mas eu não estava no Governo em 2016 e, portanto, não tem de haver aumento ao meu salário.
O que se poderia discutir é uma adequação com a inflação de 2017, que seria entre 2,2% e 3%, se fosse o caso, mas nunca pedi isso. Portanto, quero deixar bem claro, eu não pedi esse aumento, quem fez o Projeto, fez porque quis.

OJ – Para finalizar, Zé, e não nos estendermos muito. Na última entrevista que fizemos com seu Chefe de Gabinete, Fabiano Marques de Paula, perguntamos a ele quem seria candidato na próxima eleição. Ele disse que o candidato natural seria você. Você é candidato?
ZL – Olha, Juninho. Eu acho que não é, em hipótese nenhuma, o momento de eu falar de campanha eleitoral. É sim o momento de administrar, de governar, de fazer o meu trabalho nessa Cidade. Eu nem penso nisso porque acho que eleição é discutida em ano de eleição e não agora. Quero focar no trabalho que tenho que fazer, no que podemos fazer pela nossa Cidade e, evidentemente, fazer o máximo possível nesses três próximos anos.

OJ – Está dado o espaço para suas considerações finais.
ZL – Eu gostaria de aproveitar a oportunidade para agradecer a todo mundo, dizer que tenham paciência porque esse ano foi um ano muito difícil, mas que evoluímos muito. Fizemos o nosso papel, fizemos o que poderíamos fazer, mas sempre com responsabilidade. Nesse fim de ano solicitamos a cada Secretário e Diretor um relatório de todos os procedimentos feitos neste período de Janeiro até agora dia 14 de Dezembro e estava olhando um por um e realmente nós tivemos dados bastante significativos e tivemos avanços também em várias áreas, principalmente na área da Saúde e da Educação, que demos uma maior prioridade. Mas apesar de todas as dificuldades, nós conseguimos avançar e avançamos com muito trabalho, muito esforço, muita determinação, muita criatividade. Os recursos que temos na mão, evidentemente que eles praticamente, até Novembro, foram iguais aos recursos do ano passado, não houve um incremento, não houve um aumento de recursos, tanto é que provavelmente nós vamos fechar o ano de 2017 com a mesma arrecadação ou talvez até menos (só falta Dezembro), do que o ano passado. Mas com o mesmo recurso, com a criatividade, com o esforço, nós conseguimos realizar algumas coisas a mais, por exemplo, na área da Saúde foram feitos procedimentos em todos os atendimentos, mais do que o ano passado. Um dado que era muito questionado: Ressonância Magnética, que é um exame caro (o mais caro que temos na área da Saúde), nós fizemos 414 exames contra 119 do ano passado (só pra comparar o avanço de um ano para outro). Nós tivemos uma redução muito grande na questão da despesa, da hora extra, colocou-se o Registro de Ponto e com isso houve realmente algumas mudanças e trocas de Médicos. Tínhamos 22 Médicos na Rede, hoje temos 27, então nós colocamos cinco Médicos a mais para atender melhor a Rede. Os procedimentos que nós fizemos em todo o ano na área da Saúde, quase ultrapassou 200.000 procedimentos. Isso significa que em média cada cidadão passou por atendimento três vezes na área da Saúde no ano. Lógico que nem todos passaram três vezes, porque um pode ter passado 10, 15 e um pode não ter passado nenhuma, mas são dados que estão registrados na nossa Secretaria. A UPA fez aproximadamente uma média de 246 atendimentos por dia, então é muito atendimento. E graças a Deus conseguimos reduzir um pouco das reclamações que tínhamos na área da Saúde. Então houve sim um avanço, houve uma economia, se pagou aquilo que estava devendo (lógico que alguma coisa ainda está por pagar), mas na área da Saúde nós conseguimos avançar praticamente com os mesmos recursos. Às vezes não aparece, o que tenho dito para o pessoal é que muitos dados que nós avançamos, que nós fizemos, não aparecem porque não são palpáveis, como que você vai palpar por exemplo ou o cidadão vai tomar conhecimento que passou 246 atendimentos por dia na Unidade de Pronto Atendimento? Que o SAMU teve aproximadamente uma média de 10 atendimentos por dia? Então ninguém consegue ver, dimensionar isso. Todo mundo enxerga, por exemplo, os buracos na rua. O buraco sim é visível. Então o que não é visível, não é palpável, por exemplo, como te disse, os vários procedimentos que são realizados… Na área da Educação, por exemplo, tínhamos problemas de Creche, aumentamos 123 vagas de Creche este ano, com a mesma equipe, com as mesmas Creches. Então nós conseguimos manter, praticamente em todas as áreas, uma evolução com os recursos que tínhamos nas mãos. Quero também agradecer ao O Jornal (mesmo que com muitas críticas à minha Administração, -quando julgam necessárias- mas entendo que é salutar, pois através delas podemos corrigir as falhas para acertarmos e crescermos ainda mais). Dizer que respeito e admiro muito a imprensa, que faz um papel essencial para nossa Cidade. Obrigada pelo espaço de sempre, para podermos falar da nossa Cidade, interagir com a nossa população. Mostrar os problemas e as soluções… trabalhando em conjunto sempre em união, esperando a compreeensão de todos para que possamos a cada dia fazer uma Batatais melhor. Por fim,quero também de todo coração, desejar um abençoado e Feliz Natal e um ótimo Fim de Ano a todos. E, claro, principalmente um Ano Novo, realmente Novo, próspero e repleto de sonhos e realizações!!!