Recado com Endereço Certo - Julio Bianco

Recado com Endereço Certo 10-02-2018

O povo volta às ruas…
Abraços pros queridos, iludidos e enganados leitores da calúnia, digo, coluna…
Antes que alguém cobre minha opinião sobre o Desfile de Carnaval aqui da terrinha vou avisando que não assisti, estava no rancho, pescando, jogando baralho e tapeando o tempo, assim sendo, não me sinto em condições de comentar o desempenho das agremiações carnavalescas, mas cumprimento a todos pela participação e especialmente a Castelo, mais uma vez campeã.
Não ter assistido os Desfiles locais não significa que me mantive distante dos acontecimentos carnavalescos…

…E POR FALAR EM Carnaval, pelos noticiários pude ver confirmada uma coisa que venho afirmando aqui: a volta, com uma imensidão de pessoas, dos Blocos de Rua…
Pra que vocês tenham uma noção do tamanho da coisa (epa!), mesmo sem ser Carnaval, que pelo calendário 2018 começa hoje, 10 de Fevereiro, mais de 1.200 milhão de pessoas foram às ruas em São Paulo, outro tanto igual ou superior no Rio, Salvador, Olinda… Foi o maior ‘esquenta’ da história!
Imagino a quantidade de foliões nas ruas de hoje até terça-feira, noves fora a Bahia, onde nunca sabe quando o Carnaval começa e quando termina…
Qual motivo estaria levando as pessoas deixar de lado o ‘carnaval ensaiado’ (lindo, maravilhoso) das Escolas de Samba e preferindo ir às ruas, ao som de uma miscelânea de gêneros musicais?
Pra mim o motivo está na palavra ‘ensaiado’…
Vejam bem, com a introdução da coreografia nos Desfiles a espontaneidade que era a marca das Escolas – samba no pé, samba enredo mais lento, exibições de destreza como os pandeiristas etc. – deram lugar a Desfiles ‘perfeitos’, bem elaborados, planejados, coreografados, ‘dois pra lá, dois pra cá, um pulinho, meia volta e volver”… É bonito? Lógico que é, é lindo, mas fica muito artificial…

…E POR FALAR EM coisa preparada com antecedência, com roteiro fixo, onde a criatividade individual fica esquecida, temos também a vontade do brasileiro de ‘fazer parte da festa’, de verdade, não apenas como um mero espectador e torcedor de arquibancada e camarote.
Pois é exatamente essa total participação que os Blocos de Rua oferecem, sem contar que ninguém precisa pagar um centavo sequer pra participar…

…E POR FALAR EM participar, e agora voltando ao Carnaval da terrinha, pelos comentários que tive a oportunidade de ouvir, ver e ler, a participação do público foi menor que nos anos anteriores, tanto na composição das Escolas quanto nos camarotes e arquibancadas… Pelo visto a antecipação não foi ainda assimilada, mas é preciso ter paciência, toda mudança provoca reações, algumas favoráveis, outras contrárias.
Louve-se aqui a coragem da UESB em criar um ‘novo modelo’, e só eles, na verdade, podem afirmar se o resultado foi ou não o esperado, se o resultado (de público e financeiro) superou ou ficou abaixo das expectativas. O importante é que o Desfile retornou, e em se tratando de uma Estância Turística, quanto mais eventos forem realizados, melhor para todos. Quem gosta vai, quem não gosta fica em casa ou procura outro tipo de divertimento, só não concordo com a crítica pelo prazer de criticar.

…E POR FALAR EM criticar, é normal e até saudável que as opiniões sejam divergentes, como bem definiu Nelson Rodrigues “a unanimidade é burra”.
Conheço o Hamsés, um quase jovem (ele vai me matar por esse ‘quase’, ah-ah!), sei que se trata de uma pessoa bem intencionada, capacitada, que entende de Carnaval, e certamente ele fará um balanço pessoal (que nem sempre deve ser divulgado, e ele sabe disso) e fará as mudanças que achar serem necessárias.
Com esse ‘novo formato’ o alívio foi grande nos cofres públicos e torço para que a UESB tenha arrecado o suficiente para quitar a parte que lhe coube no acordo com a Prefeitura.
Repito, o importante é que o Desfile voltou, não com o brilho de antes, mas pelo menos preencheu uma lacuna de anos anteriores.
A antecipação foi positiva? A mistura Desfile/Shows trouxe resultados financeiros que compensem o trabalho realizado? É possível fazer com que o batataense volte a ‘gostar’ dos Desfiles (de Carnaval o batataense gosta, tai o ‘Só + 1’ pra comprovar isso)? É possível e viável economicamente vermos de novo agremiações com 500, 600 componentes?
Quem poderá responder esses questionamentos são aqueles que cuidam dos Desfiles, gosto sempre de lembrar que Desfile é uma parte do Carnaval.

…E POR FALAR EM Carnaval, e dando os trâmites por findos, quero acreditar que 2018 foi um novo recomeço, e que não tenhamos mais de perguntar se teremos ou não Desfiles Carnavalescos em 2019, 2020, 2021… Fica aqui o registro da fundamental participação da Administração Municipal, que, de maneira inteligente conseguiu realizar um importante evento sem judiar muito dos cofres públicos.
Tomara que esse entrosamento entre Prefeitura/UESB continue, e que ambos os lados tenham a humildade para aceitar rever o que não deu certo, e aprimorar tudo que ficou de positivo.
Agora, dentro daquela premissa de buscar informações sobre a Eleição geral de 2018, passo pros queridos, iludidos e enganados leitores mais um aspecto que os experts colheram sobre o perfil do eleitorado brasileiro…

…E POR FALAR EM ‘perfil do eleitorado brasileiro’, estava eu passeando pela internet quando dei com uma manchete que me chamou a atenção:
‘Votos do Centro-Oeste e do Norte vão superar os do Sul pela 1ª vez’.
Lendo a matéria da Agência Estado (jornal Estado de São Paulo), e ainda não se sabendo se os brasileiros vão pender para a direita, a esquerda ou o centro nas próximas eleições, uma coisa é certa: o eleitorado vai se deslocar para o norte e para o oeste. Área com crescimento populacional mais acelerado nos últimos anos, o eixo formado pelas regiões Norte e Centro-Oeste deve superar pela primeira vez o Sul, em número de votos, na eleição deste ano, segundo projeção do Estadão Dados.
Se a virada no tabuleiro eleitoral não ocorrer já em 2018, é inevitável que aconteça pouco depois. A tendência de virada se deve a uma combinação de fatores: as partes de cima e da esquerda do mapa brasileiro têm mais taxas de natalidade e recebem mais migrantes. e os Estados do Sul passam por um processo mais rápido de envelhecimento da população, o que se traduz em maior abstenção, já que o voto deixa de ser obrigatório para quem tem mais de 70 anos. Os idosos com mais de 65 anos são 10,3% da população sulista – entre os nortistas, a taxa cai pela metade, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

…E POR FALAR EM estatísticas, as variações paulatinas na composição da população brasileira também têm elevado o peso eleitoral do Nordeste e reduzido o do Sudeste, mas em velocidade mais baixa que nas demais Regiões.
Até recentemente, as mudanças demográficas vinham beneficiando o PT.
Nas duas décadas encerradas em 2014, o número de eleitores presentes (desconsiderada a abstenção) aumentou 51% em 15 Estados considerados redutos petistas, onde o partido venceu todas as últimas três disputas presidenciais. Já em sete redutos do PSDB, o aumento foi bem menor: 40%.
Se os porcentuais de votos obtidos em cada Estado por Dilma Rousseff no segundo turno de 2014 fossem calculados com a distribuição populacional de duas décadas antes, sua vitória sobre o tucano Aécio Neves teria sido mais apertada, a vantagem teria sido de 2,3 milhões de votos, em vez de 3,5 milhões na eleição passada.

…E POR FALAR EM eleição passada, em eleições passadas, candidatos a Presidente do PT tiveram votação mais concentrada no Norte e no Nordeste, onde programas sociais beneficiam uma parcela mais abrangente da população, enquanto tucanos tiveram desempenho melhor no Sudeste, no Sul e no Centro-Oeste.
Não há como prever se essa tendência se manterá em 2018, dada a incerta participação do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Eleição de Outubro e o fraco desempenho de outros nomes petistas nas pesquisas até o momento.
Os levantamentos tampouco projetam, por enquanto, uma polarização entre PT e PSDB na próxima disputa. Se essa divisão não ocorrer, será um quadro diferente do observado em todas as Eleições dos últimos 24 anos.
Entre 1998 e 2014, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná tiveram crescimento médio de apenas 27% no comparecimento às urnas. No mesmo período, o número de votantes aumentou 66% na área abrangida pelo Norte e Centro-Oeste.
Em números absolutos, a vantagem do Sul sobre o Norte-Centro- Oeste caiu de 3,5 milhões de eleitores em 1998 para apenas 600 mil em 2014 – redução de 2,9 milhões. É como se, nesse período, três cidades do porte de Porto Alegre, Curitiba e Florianópolis tivessem brotado no Cerrado ou na Amazônia, convenhamos, um baita crescimento…

…E POR FALAR EM crescimento… Calma, santa, não é nada disso que você esta pensando, estou falando de eleição, ah-ah! Entre as duas regiões que mais crescem, é o Norte que se destaca mais. A região formada por Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins ultrapassou em 2009 o Centro-Oeste no ranking do eleitorado, e segue se distanciando,
Na lista de unidades da Federação que mais tiveram aumento de eleitorado em eleições nas duas últimas décadas, Estados da região Norte ocupam as cinco primeiras posições. No outro extremo, os três Estados do Sul estão entre os últimos colocados.

PÍLULAS DE SABEDORIA
01 – JOGO DE PALAVRAS: Vendo o que tenho visto, ouvindo o costumo ouvir e lendo o que ando lendo, só me resta concluir que o ISSO é irmão gêmeo do AQUILO, que, por seu lado, é primo em primeiro grau do NENHUM, este sim, sobrinho do COISA ALGUMA, cujo noivado com o QUASE NADA foi anunciado pelo patriarca da família dos SEM vergonha na cara.
02 – Vida é vida. Juiz é juiz. Documento é documento. Time é time. Mulher é mulher. Homem é homem. Palavra é palavra. Policial é policial. Bandido é bandido. Mãe é mãe. Pai é pai. Filha é filha. Político é isso aí. Coca Cola, também. Dinheiro é dinheiro. Guerra é guerra. Porcaria é porcaria.
Desculpa é desculpa. Nada não existe. Virgindade, também. Fé é fé.
Palhaçada é palhaçada. Fanatismo, também. Lealdade é lealdade.
Falsidade é falsidade. Exceção é exceção. Fim é fim e acabou.

RECADO FINAL