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Tecnologia contra o crime: como o Muralha Paulista aumentou prisões em até 40% e ampliou a segurança em SP – Notícias de Batatais

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Tecnologia contra o crime: como o Muralha Paulista aumentou prisões em até 40% e ampliou a segurança em SP

O programa de segurança Muralha Paulista tem ampliado a eficiência das forças policiais em São Paulo, com aumento de até 40% nas prisões de criminosos procurados nos últimos anos. A integração de tecnologias e bancos de dados permitiu que o número de capturas saltasse de cerca de 60 mil, em 2022, para mais de 82 mil em 2025, evidenciando o impacto direto do programa no combate ao crime. Em entrevista ao videocast SP POD da Agência SP, o tenente-coronel Rodrigo Villardi, coordenador do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), destacou que o sistema diminui a impunidade e melhora a segurança da população de todo estado de São Paulo. 

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“A ideia é que a cada dia mais, o estado seja um lugar mais tranquilo para que a população possa viver e o criminoso cumpra a lei. Se ele não cumprir, a gente vai identificar e vai prender. Quem tem que ter medo de andar na rua é o criminoso, não a população. Esse é um dos objetivos principais do [programa] Muralha Paulista e do trabalho que a Secretária de Segurança Pública tem feito”, afirmou. 

Desde 2024, o Muralha Paulista já contribuiu diretamente para mais de 10 mil prisões no estado, incluindo foragidos da polícia, acusados de agressão contra às mulheres e contribuiu na redução de crimes como roubos e furtos.

O que é o Muralha Paulista

Durante a entrevista, o tenente-coronel Rodrigo Villardi, coordenador do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) explicou que o Muralha Paulista é um programa que integra diferentes tecnologias já existentes, entre públicas e privadas, para gerar informações em tempo real aos policiais. O sistema conecta leitores de placas, câmeras de monitoramento e reconhecimento facial a bancos de dados das forças de segurança. 

Nos últimos três anos, o número de sensores no estado saltou de cerca de 6 mil para quase 20 mil, incluindo câmeras com leitura de placas e reconhecimento facial. Essas ferramentas permitem identificar veículos roubados, criminosos foragidos e até pessoas desaparecidas com maior rapidez. Além disso, a plataforma reúne imagens de câmeras de prefeituras, condomínios e estabelecimentos privados, que podem ser cadastradas voluntariamente pela população e integradas ao sistema, ampliando a cobertura e a capacidade de monitoramento.

Tenente-coronel Rodrigo Villardi é coordenador do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) Foto: Divulgação/Governo de SP

Como a tecnologia ajuda a prender criminosos

Com a integração dos dados, o sistema envia alertas automáticos aos policiais sempre que identifica um suspeito. Entre os recursos mais avançados está a chamada “busca semântica”, que permite localizar veículos ou pessoas mesmo sem informações completas, a partir de características como cor, modelo ou detalhes visuais.

A tecnologia também tem sido aplicada em eventos com grande público, como jogos de futebol. Em mais de 100 partidas monitoradas, cerca de 300 criminosos foram capturados com apoio do reconhecimento facial, aumentando a segurança de milhões de torcedores.

“Nós tivemos um caso em que o mandado de prisão tinha saído algumas horas antes. Ou seja, quando o criminoso saiu para ir para o estádio, ele sequer sabia que esse mandato já havia sido expedido. Então, é comunicação imediata, que dá agilidade e faz valer as decisões judiciais”, conta o tenente-coronel Rodrigo Villardi.

Proteção às mulheres e monitoramento de agressores

O sistema também reforça o combate à violência doméstica. Integrado ao monitoramento por tornozeleiras eletrônicas e ao aplicativo SP Mulher Segura, o Muralha Paulista também permite identificar automaticamente quando um agressor se aproxima da vítima.

Nesses casos, o sistema dispara alertas e aciona viaturas antes mesmo de a vítima perceber o risco. “O Governo do Estado implementou de maneira inédita em âmbito estadual o monitoramento de agressores e o sensor dispara um alerta dentro dessa integração com o Muralha. Essa integração de sensores dá mais proteção às mulheres”, explica. A tecnologia também facilita o acionamento do botão do pânico e o cruzamento de dados judiciais.

Novos investimentos ampliam o sistema

O programa deve avançar ainda mais com novos investimentos anunciados pelo governador Tarcísio de Freitas. O pacote inclui cerca de R$ 160 milhões em tecnologia e a aquisição de 5 mil novas câmeras e sensores, muitos deles com recursos avançados como reconhecimento facial e busca inteligente.

Os equipamentos serão instalados em pontos estratégicos, como rodovias, entradas de cidades e áreas de grande circulação, além de serem incorporados a viaturas policiais, permitindo que os agentes recebam informações em tempo real durante o patrulhamento.

Com a expansão do sistema e o aumento da integração entre dados e equipamentos, o Muralha Paulista busca reduzir a mobilidade do crime e aumentar a sensação de segurança da população.

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